Eficiência operacional e segurança na aplicação pautam demandas do produtor

Com janelas de plantio e colheita mais curtas, produtores destacam a necessidade de manejos nutricionais eficientes, previsíveis e tecnicamente validados a campo

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Marketing ICL
Brasil

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    Realizado neste mês, na Fazenda Santa Helena, em Getulina (SP), o 4º Dia de Campo Turma do Amendoim reuniu produtores, técnicos e empresas para a avaliação prática de estratégias de manejo aplicadas à cultura. Em um ambiente de demonstração a céu aberto, o evento permitiu a comparação direta entre diferentes tecnologias e conduções agronômicas, com foco em desempenho produtivo e tomada de decisão no campo.

     

     

    Ao longo de dois dias de evento, os participantes acompanharam áreas demonstrativas conduzidas por diferentes empresas, o que possibilitou a análise visual de manejos nutricionais em condições reais de cultivo. Aspectos como engalhamento, sanidade foliar, formação e carga de vagens estiveram entre os principais critérios observados pelos produtores, especialmente em uma cultura que vem ampliando sua relevância no cenário agrícola nacional. Atualmente, o estado de São Paulo responde por cerca de 90% da produção brasileira de amendoim, e o País avança como exportador, com destaque para o mercado europeu, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA) e da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA). Durante o evento, também ganharam espaço discussões relacionadas à busca por maior estabilidade produtiva e sustentabilidade ao longo da cadeia, da produção à comercialização.

    Validação técnica a campo orienta decisões de manejo

     

     

    Nesse contexto, a ICL apresentou manejos voltados à nutrologia vegetal do amendoim, com foco em fases críticas como frutificação e enchimento de grãos. As estratégias demonstradas buscaram responder a desafios recorrentes da safra, como veranicos, estresse térmico e limitações na absorção e translocação de nutrientes, fatores que impactam diretamente o desempenho da cultura. Entre os pontos técnicos discutidos ao longo do dia de campo estiveram as condições físicas e biológicas do solo, especialmente em áreas de renovação de canaviais, onde compactação e baixa atividade biológica são gargalos frequentes, além do impacto da redução da janela de plantio sobre o potencial produtivo.

    As discussões ao longo do dia de campo evidenciaram preocupações recorrentes dos produtores, de acordo com Fábio do Nascimento Lima, consultor de Desenvolvimento de Mercado da ICL. “Entre os pontos mais citados estiveram a sensibilidade do amendoim aos estresses hídrico e térmico, pelo impacto no pegamento de flores e na qualidade dos grãos, além dos desafios do manejo fitossanitário em um cenário de resistência crescente de pragas e doenças e de menor disponibilidade de novos ativos no mercado”, destacou.

    No campo demonstrativo, a empresa apresentou estratégias combinando macro e micronutrientes, produtos foliares e soluções com ação fisiológica, com foco na formação e no pegamento de vagens, na redução de estresses e na maior estabilidade produtiva. “Nas áreas de renovação de canaviais, questões como compactação do solo e baixa atividade biológica apareceram com frequência durante as discussões técnicas”, explicou Lima. “Também houve atenção aos efeitos do atraso na janela de plantio sobre o potencial produtivo e à necessidade de maior planejamento do manejo ao longo do ciclo da cultura”, conclui.