Produtividade acima da média nacional coloca manejo no centro da nova agricultura do milho
Áreas com tecnologias da ICL superam 360 sc/ha no GETAP 2025/26 e evidenciam nova fronteira produtiva baseada em sistemas integrados
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Os resultados da safra verão 2025/26 do GETAP (Grupo Tático para Aumento da Produtividade) colocam em evidência uma transformação silenciosa — porém profunda — na agricultura brasileira. Em um cenário em que a produtividade média do milho gira em torno de 110 a 120 sacas por hectare, produtores de alta performance ultrapassaram a marca de 360 sc/ha, atingindo níveis até três vezes superiores à média nacional.
Entre os destaques do ranking estão o Grupo Reinhofer, de Reserva do Iguaçu (PR), com 362,82 sc/ha, e a Agro Mallon, de Canoinhas (SC), com 360,55 sc/ha. Ambas as áreas adotaram soluções da ICL dentro de programas estruturados de manejo, reforçando o papel da nutrição especializada em sistemas produtivos de alto rendimento.
Mais do que números expressivos, os resultados ajudam a explicar um movimento cada vez mais consolidado no campo: não há solução isolada capaz de entregar produtividades de excelência. Os maiores tetos produtivos estão sendo alcançados por produtores que operam com um conjunto integrado de decisões, envolvendo construção de solo ao longo de várias safras, equilíbrio nutricional, escolha criteriosa de híbridos, manejo fitossanitário e monitoramento constante.
Nesse contexto, a nutrição ganha protagonismo estratégico ao atuar diretamente na fisiologia das plantas, favorecendo eficiência metabólica, sanidade e melhor aproveitamento do potencial genético das culturas.
Para João Pascoalino, gerente de Serviços Digitais da ICL e responsável pela parceria com o GETAP, os resultados revelam uma mudança estrutural na forma de produzir. “Durante décadas, a evolução da agricultura esteve baseada principalmente em genética, mecanização e insumos. O que estamos vendo agora é uma nova fronteira: a da inteligência aplicada ao sistema produtivo. Quando uma lavoura entrega mais de 350 sacas por hectare — em um país cuja média ainda está próxima de 110 — fica evidente que o diferencial não está em uma tecnologia específica, mas na capacidade de integrar solo, planta, nutrição e tomada de decisão de forma precisa e contínua.”
Segundo ele, essa diferença de patamar evidencia um dos maiores desafios do setor. “Existe um enorme potencial produtivo ainda não capturado na agricultura brasileira. O gap entre média e elite não é genético — é sistêmico. E ele pode ser reduzido com mais estratégia, conhecimento agronômico e uso inteligente de tecnologias.”
Além dos resultados individuais, o GETAP também se consolida como um importante termômetro da evolução técnica da agricultura nacional. Em diferentes regiões produtoras, os dados indicam que ainda há espaço significativo para ganhos de produtividade quando o manejo deixa de ser pontual e passa a ser conduzido de forma integrada e orientada por indicadores agronômicos.
Nas áreas participantes, as soluções da ICL foram aplicadas como parte de programas completos de manejo, contribuindo para maior eficiência nutricional, equilíbrio fisiológico e estabilidade produtiva mesmo em condições desafiadoras.
Mais do que recordes pontuais, os resultados reforçam uma mensagem clara para o setor: a próxima revolução da produtividade no milho não virá de uma única tecnologia, mas da capacidade de integrar conhecimento, manejo e inovação em sistemas agrícolas cada vez mais sofisticados, resilientes e sustentáveis.


